segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Corpos Revisitados

Há quase cinco anos que eu não via nem comunicava com a Sofia. Tínhamos tido um caso tórrido pouco antes da minha partida para o Brasil e, de lá para cá, tinha perdido o seu rasto por completo. No entanto, há cerca de dois meses, voltei a reencontrá-la através de uma popular rede social da internet. Fomos trocando algumas mensagens e combinámos de nos encontrar na sua próxima visita ao Porto por motivos profissionais que estava prevista para o final de Agosto.
Na quinta-feira passada, a minha ansiedade era mais que evidente. As horas de expediente arrastavam-se lentamente e estava desejoso que os ponteiros do relógio marcassem oito horas, para me encontrar com a Sofia num conhecido restaurante na Ribeira. Como seria de esperar, o reencontro foi muito agradável. Ela continua bonita, alegre e com um charme irresistível que é acentuado pelos seus penetrantes olhos azuis. Começou por gracejar, ao comentar que eu tinha engordado um pouco e que os meus primeiros cabelos brancos já se tornam bastante evidentes. A conversa ao jantar manteve-se nesta toada leve e divertida. Ninguém diria que frente a frente, estavam duas pessoas que não tinham contacto há bastante tempo.

O ambiente de sedução e cumplicidade ia-se tornando evidente. A troca de olhares, pequenos toques e comentários maliciosos tornavam-se mais frequentes com o adiantar da hora e estimulados por um excelente vinho tinto alentejano.
Após o jantar, caminhamos juntos pelo cais, admirando aquela paisagem magnífica que o rio Douro e o casario de Gaia, na margem oposta, sempre nos proporciona. A dada altura, a Sofia dá-me a mão e encosta a cabeça no meu ombro. Páro no meio do caminho e olho para ela, incapaz de proferir qualquer palavra.
- Tive tantas saudades tuas...tinha medo de me esquecer como era o teu olhar. Existe um recanto do meu coração que será sempre teu por muitas voltas que a nossa vida possa dar - murmura a Sofia, olhando directamente nos meus olhos.
Sinto uma leve pontada no estômago, devolvo o meu olhar para ela e inclino-me para a beijar. Foi extremamente agradável recordar aquele beijo suave mas extremamente sensual. O final da noite tornava-se previsível. Saímos dali rapidamente, entrámos no meu carro e seguimos rumo ao hotel onde a Sofia se instalara.

Pouco depois das dez da noite, damos entrada no quarto 309 do Bessa Hotel. Enquanto a Sofia se dirige para a casa de banho, aproveito para me libertar da gravata e do fato que tinha usado o dia inteiro. Sento-me numa cadeira, acendo um cigarro e ligo o televisor do quarto. Após algum tempo, ela volta para junto de mim, envolta no roupão e exalando um aroma adocicado. Ajoelha-se na minha frente e beija-me ferverosamente. Peço-lhe alguns minutos para tomar um duche. Sentia o meu desejo a pulsar intensamente e a minha erecção tornava-se indisfarçável.
Entro novamente no quarto completamente nu. Observo a Sofia estendida na cama, envergando um conjunto de lingerie bastante provocante. Após estes anos todos, ela não se tinha esquecido das minhas preferências.
Deito-me junto dela e beijo-a. O tempo parecia não ter alterado nada no seu corpo. A Sofia continua extremamente atraente e eu estava desejoso de percorrer todos os recantos que eu julgava ainda conhecer íntimamente.
Viro-a de costas e percorro a sua nuca e as costas com a língua. Noto que a sua pele ainda se arrepia com o meu toque. Dou comigo a sorrir e prossigo com as minhas carícias. Venho um pouco mais abaixo com o intuito de sentir a textura e a firmeza das suas nádegas. Ela dá um pulo quando lhe desvio as cuecas para o lado e lhe passo a língua no ânus.

Peço que fique sossegada. Levanto um pouco o corpo da Sofia, coloco-a de quatro e começo a chupá-la por trás. A minha língua movimenta-se incessantemente e vou percorrendo toda a área que ia do rabo até ao clítoris. Para que ela fique numa posição mais confortável, deito-a de frente para mim. Continuo a laborar com ardor no seu baixo ventre. Tinha firme vontade de a levar à loucura e beber o seu delicioso mel até à última gota. A Sofia gemia baixinho e apertava os seus mamilos com força. Via que ela ia contendo o orgasmo, mas passado um longo momento, não se aguentou e libertou o que me pareceu ser um orgasmo múltiplo que lhe assolou o corpo em múltiplas convulsões.
Ela parecia momentaneamente esgotada. Fico junto dela e vou-lhe afagando os cabelos e brinco com a ponta dos meus dedos nos seus ombros. Debruço-me um pouco e aproveito para degustar os seus peitos. Entretanto, ela parecia ter recuperado o fôlego e dava sinais de querer retribuir todo o prazer que eu lhe tinha proporcionado.
Ajoelho-me na cama em frente a ela. Ela põe-se de gatas e começa a chupar com afinco. Engole profundamente e sinto a minha glande a bater na sua garganta. Vou atiçando, puxando-a pela cuecas de encontro ao meu corpo. Ela corresponde em pleno e mama cada vez mais rápido. Pede que lhe dê um banho de esperma no rosto. Correspondo ao pedido da Sofia e ejaculo abundantemente na sua língua e rosto. Sinto as pernas fraquejarem ligeiramente e deito-me na cama.

Ela limpa-se com uma toalha e seguem-se alguns minutos de mimos e carícias. Logo depois, ela pede-me uma brincadeira diferente. A Sofia trouxera consigo umas esferas tailandesas de tamanho médio. Limitei-me a sorrir e mais uma vez avancei suavemente para o meio das suas pernas. Dispo-lhe as cuecas molhadas, seguro nas esferas e volto a devorá-la com a língua. A pouco e pouco vou introduzindo as esferas ânus dela. A respiração da Sofia torna-se mais cadenciada e morde o lábio inferior. Este ritual de pura luxúria demora cerca de quinze minutos. De repente, ela pede para eu lhe ir retirando as esferas lentamente e começa a gritar bem alto. Estava-se a vir novamente. Ela agarra-me a cabeça e pede que eu pare.
A Sofia estava completamente encharcada e eu com uma tesão descomunal. Sem proferir palavra, começo a meter-lhe novamente as esferas no traseiro. Apesar de ainda não estar restabelecida, acede ao meu capricho. Concluída esta etapa, coloco o preservativo, ergo-lhe as pernas e penetro-a profundamente. A Sofia agarra-me os ombros e embalamos num ritmo frenético. As esferas provocavam uma ligeira pressão no meu pénis, provocando um estímulo redobrado. Ela suplica que lhe enterre bem fundo. Não me faço rogado e vou fustigando-a com fortes estocadas que lhe batiam no útero. Quando sinto que estou prestes a gozar, coloco-a de quatro e dou-lhe mais umas fortes bombadas por trás. Quando a ejaculação se torna eminente, saio de dentro dela, retiro a camisinha e venho-me para cima do seu rabo.

Relaxamos um pouco e partilhamos um cigarro em silêncio. Eu não precisava que a Sofia me dissesse nada. O seu olhar e o rosto sereno diziam-me tudo o que eu necessitava saber naquele momento.
Levantamo-nos da cama e vamos tomar um banho juntos. Aproveito para apreciar novamente aquele corpo franzino e sensual que ainda me fascinava por completo.
No regresso ao quarto, a Sofia ajeita as almofasas e pede para eu me deitar. Volta a chupar-me sôfregamente e logo a seguir sugere que eu lhe coma o rabo. Sento-me na beira da cama e faço com que ela venha para cima de mim. As esferas tinham-lhe relaxado o orifício anal e não tive dificuldades para concretizar a penetração. Ela vai cavalgando furiosamente o meu pau, enquanto se toca na frente. Momento depois, a Sofia crava-me as unhas com toda a força nas pernas quando se vem novamente. Diz estar cansada. O que é certo é que ainda houve tempo para fazermos amor novamente. Desta vez, num ritmo lento e delicioso. Queríamos aproveitar aquele reencontro ao máximo e sentir a plena fusão dos corpos que se entendiam tão bem.
Ás três da manhã, a Sofia adormece a meu lado. Acendo mais um cigarro e limito-me a ouvir a sua respiração e a admirar a sua beleza. Vou-me vestindo lentamente e escrevo uma pequena nota no bloco que estava em cima da cabeceira. Saio do quarto sem fazer barulho. Sinto-me satisfeito e grato por este feliz reencontro. Prometi à Sofia que a visitaria em Lisboa até ao final do ano.

sábado, 29 de agosto de 2009

Rita Framboesa


Quando é que vamos passar à acção?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pensamento do Dia

Umas centenas de pessoas apanham a gripe A e toda a gente quer usar uma máscara.

Milhões de pessoas têm SIDA e ninguém quer usar um preservativo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Carnaval de Veneza


Haverá entre as pedras o marulho das ondas
Haverá entre as ondas o destino e o sal
Haverá entre as águas o frescor da tua boca
E haverá na tua boca o silêncio do mar

Nas tuas vestes molhadas cintilarão as estrelas
Costuradas com contas de vidro em cetim
Tua pele colada em tecido novo de seda
E a tua alma vestida como um querubim

E descerá do céu o mais mágico poeta
Vestido a carácter, como pierrot de Veneza
para derramar sobre ti perfumes de nobreza
E te cobrir com folhas e pétalas vermelhas

E em múltiplas cores numa fantástica pirueta
Abrir-se-ão em flores mil leques de renda
Todos os truques feitos mas uma só certeza
De que nada aqui se compara, à tua subtil beleza.
Lorenzo Madrid

Dedicado à Z.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Visitas


No final desta semana irei receber a visita de uma amiga muito especial que virá de Lisboa. Vou testar novamente o meu charme e poder de sedução...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lisbeth Salander


Nos últimos tempos, tenho andado embrenhado na leitura da trilogia Millenium do sueco Stieg Larsson. Três magníficos livros que prendem a nossa atenção do princípio ao fim, num excelente exercício de literatura policial ao mais alto nível.
Estou completamente fascinado por uma das personagens principais, Lisabeth Salander, uma jovem hacker com uma personalidade misteriosa que oscila entre uma força selvagem e a extrema debilidade emocional. Existem personagens pelas quais nos apaixonamos e este é um desses casos. Apenas fiquei surpreendido pelo facto de julgar que nem apreciava assim tanto mulheres com tatuagens e cravejadas de piercings.
Aguardo ansiosamente pela estreia da adaptação do primeiro volume da trilogia, Os Homens que Odeiam as Mulheres, no início do Outono.

domingo, 23 de agosto de 2009