quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Baile de Máscaras


O relógio marcava onze da noite de segunda-feira, quando eu e a minha amiga Luísa estacionámos o carro defronte da casa onde iria decorrer a festa. Um pouco antes, ao pararmos defronte do portão da propriedade, ligámos para os nossos anfitriões que nos solicitaram a palavra-passe que nos tinha sido fornecida via e-mail. Ainda dentro do carro, colocámos as nossas máscaras e as capas negras que eram uma espécie de traje a rigor para a ocasião.
Na porta de entrada, somos recebidos por um casal bastante afável que nos explica em breves palavras o programa dessa noite. A casa de dois pisos, impressionou-me pela sofisticação das suas linhas modernas e pela magnífica vista sobre o rio. Fomos encaminhados para uma sala, onde estava disposta uma bela mesa de frios e um rico sortido de bebidas para todos os gostos. No local, já se encontravam a maioria dos convivas que se entretinham a beber e a conversar entre si, ao ritmo de uma agradável música de fundo. Aqui e ali, ouviam-se diálogos em espanhol, provavelmente de casais vindos da vizinha Galiza, com o intuito de festejar o Carnaval no norte de Portugal.
Cerca de meia hora hora depois, as mulheres são convidadas para se retirarem da sala com o intuito de se prepararem para o ritual do Hieros Gamos que teria início pela meia-noite. A Luísa retira-se juntamente com as outras mulheres e fico à conversa com um educado rapaz que disse-me ter viajado de propósito da Covilhã com a sua esposa para esta festa. Logo se seguida, a luz ambiente diminui um pouco e escuto os primeiros sons do enigmático tema Masked Ball, interpretado por Jocelyn Pook. Os homens são chamados ao salão principal, onde as mulheres já estão dispostas em círculo com o mestre de cerimónias ao centro. Segue-se então a celebração pagã do Hieros Gamos, com todo o seu simbolismo de celebração do sagrado feminino através de cânticos e preces. Os homens ficam mais recuados, observando o ritual em silêncio, as movimentações do mestre e acompanhando em voz alta algumas das preces. Tal como no célebre filme Eyes Wide Shut de Kubrick, segue-se o momento em que as mulheres despem as suas capas e se beijam entre si, em movimentos pausados. Sinto um frio na barriga, pelo impacto visual desta cena e fico ansioso pelo que virá de seguida. Uma a uma, a mando do mestre, as mulheres vão-se retirando do círculo e dirigem-se em movimentos lentos na direcção dos homens que aguardam expectantes.

Sou escolhido por uma das últimas mulheres a sair do círculo, quando já mal conseguia conter a minha ansiedade. A minha parceira, envergava uma bonita máscara veneziana com pedras incrustadas, uma diminuta tanga de lantejoulas e umas sandálias de salto alto que a tornava mais alta que eu. Pelo corpo, calculei que ainda não deveria ter trinta anos, com um peito grande e firme e uma cintura bem delineada. Conduz-me ao piso superior e entramos numa das suítes onde já se encontra um casal em plena actividade em cima da cama. Fico excitado ao observar um homem corpulento a possuir a sua companheira, dando-lhe fortes estocadas, enquanto ela apoiava os joelhos nos seus ombros.
A minha parceira despe-me de modo lento e sensual. Acaricia-me a pele com as pontas das unhas a ponto de me causar calafrios de prazer. Encosta-me na parede e acaricia-me na região do baixo ventre, causando-me uma enorme erecção de imediato. Uma das regras nestas festas é jamais retirar as máscaras, por isso qualquer pensamento em relação a sexo oral estaria fora de questão, embora o meu subconsciente o desejasse e de que maneira. Tive que me contentar com uma breve sessão de masturbação, em que ela parecia apreciar as reais dimensões do meu pénis. Olhei para baixo e reparei que ele gotejava de desejo. Ela decidiu não prolongar mais a tortura, pega num dos preservativos - que estavam dispostos em todas as divisões da casa - e coloca-mo de forma desenvolta. Abandono a minha postura passiva e agarro-a de maneira firme. Encosto-a à parede, de costas viradas para mim e acaricio a sua vulva que rapidamente fica molhada. Ela encosta-se a mim de forma libidinosa, fazendo pressão no meu membro enquanto geme em surdina. Não demoro muito para a penetrar. Ficamos de pé, ela coloca as mãos na parede e eu fodo-a por trás com todo o vigor, enquanto ela se vai rebolando no meu pau de forma prazerosa. Vou gerindo os meus movimentos de modo a que ela consiga atingir o orgasmo antes de mim, tarefa que não se revelou muito fácil já que eu me encontrava em ponto de excitação máxima e prestes a sufocar debaixo da máscara que se tornava claramente incómoda. No entanto, alguns minutos depois, sinto-a estremecer e ela deixa-se tombar na parede após ter atingido um orgasmo intenso. Logo a seguir, redobro a velocidade, sinto as pernas tremer e tenho uma ejaculação maravilhosa. Por momentos, esqueci-me por completo de tudo o que me rodeava esquecendo por completo que estávamos acompanhados de outro casal, que já se recompunha entretanto. Enquanto me visto novamente, ela chega perto do meu ouvido e segreda-me que adorou aquele pedacinho e sai do quarto, gingando os quadris de modo sensual.

Desço novamente à sala principal, onde o clima solene de momentos atrás se tinha dissipado por completo. A banda sonora já se encontrava a cargo de um DJ contratado para o evento e alguns casais já davam os seus primeiros passos de dança. Os ritmos electrónicos alternavam com a música brasileira sempre presente em festejos carnavalescos. Aproveito para relaxar um pouco e sirvo-me de um whisky, enquanto vou apreciando o ambiente que me rodeia. Luísa não tardou a surgir novamente perto de mim e ficámos a disfrutar da festa, aproveitando para conhecer um pouco melhor alguns dos casais presentes. Apesar da improvisada pista de dança estar composta, o reboliço e o movimento de casais nos quartos e recantos da casa era evidente.
Já perto das três da madrugada, um casal espanhol propõe-nos uma visita ao andar de cima. Eles tinham muito boa aparência e não hesitámos a nos entregar a uma intensa sessão de sexo em cima de uma cama king size, no que parecia ser a suíte principal da casa. De início, elas acariciam-se uma à outra, num claro exercício provocatório da líbido dos seus machos que aguardavam ansiosamente para entrar em acção. Após esta encenação preliminar, entrámos em acção e entregámo-nos de corpo e alma às nossas amantes. De início, cada um com a sua mas logo de seguida fizémos uma troca de parceiras, num harmonioso intercâmbio luso-galego de cariz sexual. As mulheres estavam verdadeiramente endiabradas e obrigaram-nos a uma verdadeira maratona, em que alternávamos constantemente de posições num verdadeiro exercício de pura luxúria. Terminámos completamente exaustos e transpirados. Aproveito o momento para recolher as minhas roupas espalhadas pelo chão e vou tomar um delicioso banho na companhia da Luísa. A madrugada já ia avançada e era hora de regressar a casa. Descemos mais uma vez. No salão, a festa ainda estava animada e parecia que alguns ânimos já estavam claramente alterados pelo álcool. Despedimo-nos dos donos da casa que nos prometeram uma nova festa no início do Verão.

8 comentários:

Moi disse...

Mais uma vez constato que os homens (alguns) oferecem uma forte resistência em trocar carícias entre si. E é pena, acreditem, é pena.

doiSabores disse...

Esse baile de máscaras foi sem dúvida bastante animado...
beijos saborosos

ลndreia disse...

Que animação! *

Ventas e Xana disse...

É de ficar com agua na boca.... humm... excelente...

Dando a Bunda pra Bater disse...

De máscara, tudo bem. Mas carinho entre homens, nem cego!

Abraços,

Enfil

Shelyak disse...

O filme, claro que vim... estas brincadeiras... melhor ainda...
E Moi... pois é...tem a ver com a segurança de cada um...
:)))

Quando a lua apareceu disse...

interessante esse baile!!!
e bem contado!
husband

Moura ao Luar disse...

E acredita que anseio por um novo relato.