quinta-feira, 14 de maio de 2009

Feira Popular


Em 2003, a Feira Popular de Lisboa encerrava as suas actividades. Hoje, aproveito para recordar uma aventura a três que tive neste célebre parque de diversões no final de Agosto desse mesmo ano.
Eu e o meu colega Pedro dávamos por encerrado mais um dia de trabalho. Na saída, ele desafia-me para um jantar na Feira Popular. Era sexta-feira, a noite prometia ser quente e eu não tinha nada programado nada para esse serão. Aceitei de imediato e ele foi-me adiantando com um sorriso irónico, que iria convidar uma amiga para nos acompanhar. Desde logo, aquele convite pareceu-me suspeito mas não lhe disse nada. Combinámos de nos encontrar uma hora depois. Passaríamos por casa para nos livrarmos dos incómodos fatos e gravatas, tomar um banho e colocar uma roupas mais confortáveis.
Por volta das oito da noite, escuto um toque no telemóvel. Era o Pedro que me esperava na porta do prédio. Seguimos em alta velocidade rumo a Lisboa. No caminho, ele foi-me explicando que a sua amiga nos esperava. Também adiantou que se tratava de uma antiga bailarina, com uma vida bastante conturbada e completamente imprevisível. Pensei para com os meus botões que a noite prometia momentos alucinantes.

Pouco depois, estacionávamos o carro frente a um prédio antigo em Arroios. Vejo surgir uma mulher de trinta e poucos anos, cabelo preto curtinho e bastante magra. Ela e o Pedro cumprimentam-se efusivamente e sou apresentado à Ana. Quando chegámos à feira estávamos famintos e procurámos rapidamente para um restaurante. No recinto já se respirava uma atmosfera nostálgica, uma lenta e agonizante despedida, em que a degradação das instalações parecia ainda mais evidente e com poucas pessoas a circular pelo recinto. Os restaurantes que outrora estariam cheios numa sexta-feira à noite, estavam agora praticamente entregues às moscas.
Instalamo-nos no primeiro andar de um desses restaurantes, junto às janelas que faziam circular um ar fresco na sala. Fazemos o nosso pedido e vamos bebendo sangria gelada. A conversa fluía a bom ritmo e já dava para notar que a Ana era uma mulher vivida pelas conversas que tinha. A certa altura, apercebo-me de uma certa conspiração entre ela e o Pedro. Não sabia bem do que se tratava, mas calculava que estivessem a tramar alguma e que eu estaria envolvido naquele esquema que engendravam. Esse sentimento ainda se tornou mais claro, quando regresso de uma ida à casa de banho e os apanho aos risinhos e a olhar para mim. Finjo não perceber nada e continuamos a nossa refeição que por aquela altura já ia bem regada.

Após termos bebido os cafés, continuamos a nossa animada conversa. Eu mantenho-me mais calado. È da minha natureza falar pouco e observar atentamente as pessoas e os ambientes que me rodeiam. A dada altura, sinto uma sensação desagrável em relação à Ana. Não conseguia muito bem entender o que era, mas o seu olhar perturbava-me de certa maneira. Ela tinha notórios tiques psicóticos e ia contando alguns episódios da sua vida pouco dignificantes. Prefiro não dar muita importância a isso. Afinal de contas, estava ali para beber uns copos e divertir-me um pouco.
Saímos do restaurante, já passava das onze horas da noite e circulamos um pouco pelo recinto. Mais uma vez, dava conta que ela e o Pedro continuavam com os segredinhos entre eles. Ao passarmos em frente ao labirinto dos espelhos, a Ana diz que gostaria de entrar. Compramos os bilhetes e entramos lá para dentro. Passamos pela enorme roda da entrada e subimos ao primeiro andar onde se encontrava o labirinto propriamente dito. Éramos as únicas pessoas por ali. Daí a pouco, vejo a Ana a baixar as calças e a exibir o seu rabo. Usava umas diminutas cuecas fio dental pretas e diga-se de passagem que tinha um traseiro bem proporcionado em relação ao resto do corpo. Fiquei momentaneamente atónito com a sua aitude mas estava decidido a entrar na brincadeira. Perto de mim, o Pedro ria às gargalhadas. Era evidente que tudo isto tinha sido planeado pelos dois com o objectivo de me surpreender. Aproxima-se dela e afaga-lhe as nádegas. Ela ajoelha-se a seus pés, abre a braguilha, tira-lhe o pénis para fora e começa a chupar. Eu vou observando a cena de perto. O Pedro pede para que eu me aproxime e faça o mesmo. Envolvido por aquele momento de loucura colectiva, coloco o pau para fora. Agachada á nossa frente, a Ana vai alternando a sua boca nos nossos mastros, demonstrando todo o seu talento oral.
Com receio de sermos surpreendidos por algum funcionário ou outro visitante, damos fim aquela cena. Recompomos a roupa, respiramos fundo e saímos dali para fora rapidamente.

Ao abandonarmos a feira, a Ana diz que tem vontade de ir para um bar. Entramos no carro e vamos seguindo pela Avenida da República, rumo ao centro da cidade. Eu vou observando distraídamente o traseuntes que vão passado nas calçadas e quase nem me apercebo de um restolhar de tecidos a meu lado. Noto um vulto debruçar-se para a frente do habitáculo e quando olho para o lado, sou surpreendido ao vêr a cabeça da Ana mergulhada no colo do meu colega. Continuamos a nosa trajectória, comigo perdido de riso e olhando para os carros que nos ladeavam, tentando observar se alguém de apercebia da loucura que se desenrolava ali dentro. Estava provado que aquela Ana era verdadeiramente alucinada. O broche só terminou a meio da descida da António Augusto de Aguiar.
Paramos o carro nas imediações do Marquês de Pombal, junto a uma caixa multibanco. O Pedro sai do carro, ainda ajeitando as calças e vai levantar dinheiro. Sem proferir uma única palavra, a Ana desliza para o banco da frente e senta-se no meu colo. Beija-me e põe as mamas para fora. Eram umas mamas pequenas, mas perfeitamente desenhadas e sensuais. Afundo o meu rosto no seu peito e lambo os bicos que ficam endurecidos sob o toque da minha língua. Eu senti que ela estava sôfrega e observo que ela vai baixando as calças mais uma vez. Desliza as cuecas para o lado e exibe a sua vagina totalmente depilada. Tomba para trás e pede para eu lamber. Debruço-me e chupo-a ao de leve.

Quando o Pedro se aproxima do carro e observa a cena, desata-se a rir novamente. Entra e ficamos completamente apertados com a Ana no meio de nós dois. Era a vez dele provar aquele mel. Enquanto ele a vai lambendo, dedico-me uma vez mais a chupar e a afagar os peitos da Ana. Ficamos naquilo durante algum tempo, com o carro estacionado em cima da calçada e ignorando completamente quem pudesse estar a passar por ali.
A temperatura aumentava rapidamente mas decidimos acabar com aquele momento tórrido. Recompomos as nossas roupas e cabelos e seguimos viagem para o bar. O episódio daquela noite ficou por isto mesmo. No entanto, cheguei a sair mais algumas vezes com a Ana e experimentei todo o seu fulgor sexual. Infelizmente, as más vibrações que ela me tinha transmitido no início daquela noite tinham algum fundamento. A mulher tinha tanto de louca como de boa na cama. No entanto, dedicava-se a jogos doentios que tinham por objectivo causar danos na amizade que eu tinha com o Pedro. Porém, ela parecia esquecer-se que estava a lidar com dois homens experientes, verdadeiros lobos da noite naquela altura e que não seria fácil domar-nos com os seus estratagemas.
Seguiram-se dois ou três meses intensos de sexo, mentiras e intrigas que nos deixaram perturbados, mas no final, a confiança que tínhamos um no outro acabou por prevalecer e a Ana desapareceu subitamente de circulação.

3 comentários:

goti disse...

UFA... Que história mais mirabolante. Também tenho saudades da feira popular, que noites de diversão.Mas com amizades sólidas é difícil desabarem, é pena que aja pessoas más.

beijos doces e alegres!!!

Casal do Arrocha disse...

Puxa!
Que história hein?
Intrigante...
Bjs.

Apenas disse...

Doces saudades da feira popular...