terça-feira, 5 de maio de 2009

Rua Óscar Freire, 384


Era a minha primeira viagem a São Paulo. Ainda no ar, surpreendo-me com as dimensões gigantescas da cidade. Uma enorme metrópole de betão e frenético movimento de pessoas e capitais. Eu viajava a convite de uma grande empresa de construção civil paulista que começava a fazer os seus primeiros investimentos imobiliários no nordeste brasileiro. A minha empresa intermediava a venda de um terreno de grandes dimensões no litoral, onde pretendiam edificar um complexo habitacional dirigido ao mercado europeu. Como cortesia, ofereceram-me uma estadia durante o fim de semana, no famoso Hotel Emiliano localizado na elegante Rua Óscar Freire.

Cheguei numa sexta-feira pela manhã, vindo de Natal, e a reunião para fecho do negócio teria lugar nesse mesmo dia, após a hora de almoço. Depois de tudo tratado, teria até domingo para disfrutar dos inúmeros atractivos desta megalópole.
Não era apenas a expectativa do fecho de um excelente negócio que me entusiasmava. Nas semanas anteriores à viagem, tinha intensificado uma troca de e-mails maliciosos com a directora comercial da construtora. Patrícia era um pouco mais velha que eu, formada em administração, casada e mãe de duas crianças. A imagem que tinha dela não era muito clara. Apenas tinha visto uma fotografia de dimensões reduzidas, mas pareceu-me uma mulher atraente. Sem qualquer tipo de pudores, foi-me adiantando que por vezes davas umas escapadelas à rotina do casamento e que eu lhe tinha agradado numa primeira análise mas não fez qualquer tipo de promessa comigo.

Às duas e meia da tarde, estávamos na sala de reuniões da empresa. De propósito ou não, Patrícia foi a última pessoa a entrar na reunião. Tinha um andar sensual e vestia-se de maneira executiva que acentuava a elegância da sua silhueta. Os saltos altos faziam sobressair as linhas perfeitas das suas pernas e empinavam um pouco o seu rabo bem proporcionado. Tinha longos cabelos castanhos claros e um olhar determinado. Sentou-se bem na minha frente e notei que tinha os botões da blusa entreabertos. Observei que tinha um busto generoso e senti uma leve erecção que fez com que eu me agitasse um pouco na cadeira.
Em pouco mais de uma hora, os pormenores do negócio ficaram decididos e não sabia muito bem como fazer a abordagem à Patrícia. Também tinha receio que as outras pessoas presentes se apercebessem de alguma coisa. De forma pouco convincente e em jeito de despedida, distribui cartões de visita entre todas as pessoas presentes na reunião. Por incrível que pareça, apesar de mantermos contacto durante os pultimos três meses, nunca tínhamos trocado os nossos números de telefone. Ela entendeu perfeitamente o meu gesto e dirige-me um sorriso malicioso. Naquele momento não entendi muito bem o significado daquele sorriso. Tanto poderia ser de aprovação como de gozo. Por momentos senti-me ridículo e queria sair rapidamente dali para fora. Apanhei um taxi e fui para o hotel. Como tinha acordado bastante cedo, quando cheguei ao hotel, tratei de dormir um pouco e por ironia do destino, a Patrícia fez questão de me surgir num sonho de contornos difusos.

A sexta-feira passou-se e Patrícia não deu sinais de vida. Aos poucos, fui-me conformando com a ideia de que eu não lhe teria agradado o suficiente ou então a sua vida familiar não lhe possibilitaria um encontro comigo.
No sábado ao princípio da noite, recebo uma chamada no telemóvel de um número confidencial. Era a Patrícia. Numa voz rouca e com um acentuado sotaque paulistano, disse-me que eu lhe tinha agradado. Que eu era bem mais atraente do que aquilo que ela tinha imaginado. Foi-me adiantando que teria bastante interesse em se encontrar comigo mas que para tal, eu teria que prolongar um pouco mais a minha estadia em São Paulo, já que ela só poderia vir ao meu encontro na tarde de domingo. Aproveitaria o facto do marido ir ao futebol com os amigos para ter a tarde totalmente livre e trataria de dar uma boa desculpa à empregada que ficaria encarregue de cuidar das crianças. Para mim, não faria diferença prolongar a minha estadia na cidade por mais um dia. Bastaria solicitar mais um noite no hotel por minha conta e fazer um telefonema adiando o voo de regresso a Natal, para a manhã de segunda-feira.
Após fazer uma breve pausa para aumentar o suspense, digo que aceito a proposta e que esperaria por ela no bar do hotel.

No domingo, pouco depois das três da tarde, Patrícia entra no bar do hotel. Apresentava-se de um modo mais desportivo mas sem perder a elegância que lhe tinha reconhecido na reunião. Cumprimentámo-nos e sorrimos um para o outro. Pedimos duas bebidas e ficamos na conversa por longos momentos de forma totalmente descontraída. Quem nos avistasse julgaria que se tratavam de amigos de longa data. No entanto, era por demais evidente que estávamos num impasse. Nossos olhares faíscavam de desejo mas parecia que ambos tínhamos receio de dar o primeiro passo. Decidi quebrar o gelo e peço que suba comigo até ao sexto piso, onde ficava o meu quarto. Ela acedeu com um movimento de cabeça e seguiu-me na direcção dos elevadores.

Dentro do elevador já sinto uma enorme erecção e não resisto a beijar Patrícia ali mesmo. Entramos no quarto completamente envolvidos em beijos e afagos. Apenas se escuta o barulho das nossas bocas a beijarem-se sofregamente. Vamo-nos libertando das roupas e entregamono-nos ao prazer dos sentidos. A Patrícia pede para eu me sentar no sofá que ficava junto da janela. Coloca-se à minha frente de joelhos e chupa-me de forma magistral. Para me atiçar ainda mais, alternava as suas profundas chupadelas com batidelas no meu pénis no seu rosto. O meu pau latejava de tanta tesão e receava gozar a qualquer momento. Peço para invertermos as posições e sento a Patrícia no sofá, abrindo-lhe bem as pernas. Mergulho vorazmente naquele sexo que pulsava de desejo. Sem pudores, fazia a minha língua deslizar do seu clítoris ao ânus, fazendo-a gemer de prazer. Não resisto a erguer as minhas mãos para lhe apalpar aquele peito convidativo com o intuito de a estimular ainda mais. Pouco depois, ela pede para eu me deitar na cama. Vejo-a procurar algo dentro da bolsa. Era uma venda preta que me colocou logo a seguir. Deixei-me conduzir por aquela mulher fabulosa e foi com pequenas decargas eléctricas de prazer que fui sentindo a sua língua delizar pelo meu corpo todo. Quase que supliquei para a possuir mas ela pareceu adivinhar os meus pensamentos e sinto o abraço molhado da sua vagina abraçar o meu pénis. Patrícia deslizava suavemente por cima de mim. Não havia espaço para palavras. As nossas línguas fundiam-se num beijo envolvente e sensual. Rapidamente este ritmo dolente, foi acelerando num ritmo crescente que nos conduziu a um orgasmo brutal. Ofegante, retiro a venda do rosto e foi com prazer que vi aquele rosto resplandescente de mulher saciada.

Aquela mulher tinha-me surpreendido por completo com a sua mistura de sensualidade selvagem e carinho. Rapidamente nos envolvemos novamente numa mistura de beijos e afagos. A seu sexo era tão sedutor que não resisti a chupá-la mais uma vez, penetrando-a com a minha língua, saboreando e engolindo aquele mel todo. Um pouco depois, posicionamo-nos de lado e chupamo-nos mutuamente totalmente enlouquecidos. Mais uma vez, eu estava em erecção máxima e só me apetecia foder aquela fêmea fabulosa.
Coloco-me sobre ela e inicio a sessão da forma mais tradicional. No entanto, num frenesim súbito, pego-a pelos braços e encosto-a na parede. A minha tesão era tanta que ela parecia ter o peso de uma pluma. Seguro-a pelas ancas e dou-lhe fortes estocadas que a fazia trepar pela parede. Às tantas, a posição torna-se meio incómoda e peço que se coloque de quatro no sofá. Coloco-me acima dela, com os pés fixos no sofá e monto-a literalmente por trás, penetrando-a profundamente. Agarro a Patrícia pelos cabelos e não resisto a proferir algumas obscenidades que a pareciam empolgar ainda mais. Alguns minutos depois, as minhas pernas já não estavam a aguentar aquele esforço suplementar e saio de dentro dela.

Para terminarmos em pleno, dedicamo-nos a um delicioso coito anal. Patrícia lubrifica-me o pénis e vai-se sentando lentamente sobre ele, masturbando-se na frente. Quando atinjo as suas entranhas, ela rebola de forma sublime sobre mim, parecendo querer aproveitar todos os mílimetros da minha vara. Não sou capaz de me conter e peço que ela se levante imediatamente. Ela ajoelha-se a meus pés, abre a boca de modo lascivo e limito-me a verter todo o meu leite na sua língua rosada. Aproveitando-se do facto de ainda me manter erecto, volta a sentar-se no meu pau ainda com restos do meu esperma na boca. Patrícia continua a sua dança do prazer e momentos depois, solta um grito que anunciava o seu orgasmo.
A tarde chegava ao fim e estava na hora de Patrícia regressar a casa e assumir o seu papel de mulher de família. Brevemente, teríamos a hipótese de nos voltarmos a ver no nordeste, quando as obras da empresa onde trabalhava tivessem início. Pela amostra que tínhamos tido naquele domingo, a estadia em Natal prometia momentos ainda mais escaldantes.



5 comentários:

Gata2000 disse...

Viagens coloridas as tuas hei!!! ;)

Márcia disse...

Bernardo Lupi
Lindo demais...
Quando vou comprar seu livro de contos ? rs
Parabéns...
Você tem muito talento..

Bejo da Má

doiSabores disse...

Viajar assim vale a pena...lol
Beijos saborosos

Nemogeleia disse...

O Natal é sempre bom...

Palma da Mão disse...

De facto as viagens transportam-nos, dentro de nós, perante nós e o mundo...
beijinhos e obrigada pelo carinho
Liliana