terça-feira, 2 de junho de 2009

Entre o Mar e a Serra


Após um ano e pouco de residência no Brasil, regresso a Portugal para um período de férias. Aproveitei para matar saudades de vários lugares que habitavam a minha memória e reatar alguns contactos que tinham ficado adormecidos. Eu tinha a notória sensação que tinha partido para o outro lado do Atlântico deixando muitas pontas soltas. Essencialmente ao nível dos afectos, com diversos casos mal resolvidos.
Decorria um mês de Julho de temperaturas escaldantes. Eu estava alojado na casa de familiares, em Colares, perto de Sintra. Quase todas as tardes, punha-me a caminho das praias mais próximas. Uma forma de praticar exercício físico e respirar o ar puro daqueles pinhais circundantes.
Aos fins de semana podia sempre contar com a companhia de alguns amigos que fazia gosto em rever. Entre eles, encontrava-se a Carla, uma mulher que sempre fora especial para mim. Para trás tinham ficado algumas aventuras na sua companhia e um afecto muito especial. Durante a semana aproveitava para me encontrar com ela para almoçar e íamos trocando algumas mensagens provocantes.

Num sábado à tarde, a Carla vem encontrar-se comigo para uma ida à praia. Optámos pela Adraga, a minha preferida do litoral sintrense. Esperava-nos um sol radioso e o mar estava calmo como as águas de uma lagoa, coisa muito rara naquela região. Avançamos para a parte mais afastada da praia em busca de alguma privacidade. Como sempre que estávamos juntos, a conversa decorria solta e bem disposta. Longe de olhares alheios, aproveitávamos para trocar alguns beijos mais ardentes e toques que aumentavam ainda mais a temperatura que se fazia sentir.
Decidimos pôr cobro aquele entusiasmo crescente com um banho de mar. Aproveitando o momento de acalmia da maré, afastama-nos do areal. Lá na frente, a Carla tira o bikini e enlaça o seu corpo no meu. Apesar da água fria, sinto uma enorme erecção e senti vontade de a penetrar ali mesmo. Tocava-lhe os seios rígidos e trocávamos beijos salgados. Por baixo de água, faço leves carícias no seu clítoris, sentindo aquela viscosidade que antecede o prazer supremo. Acima de tudo, disfrutávamos momentos de plenitude e intimidade. Vislumbrava nos olhos da Carla aquela doçura e ternura que só uma mulher apaixonada consegue ter. Eu sentia uma aproximação cada vez maior em relação a ela. No entanto, sabia que tudo aquilo era uma relação com prazo validade, embora tivesse consciência que tínhamos os elementos adequados para uma união mais firme e gratificante.

Voltamos para o areal e estendemo-nos ao sol. A nosso estado de excitação deixava-nos inquietos. Fumamos cigarros, conversamos e continuamos com aquelas brincadeiras provocantes que nos estavam a deixar ao rubro. A tarde aproximava-se do fim e convido-a para uma incursão na Serra da Sintra. Carla sorri, adivinhando os meus pensamentos maliciosos. Tratamos de arrumar as nossas coisas rapidamente e vamos para o carro. Saímos de Almoçageme e entramos na estrada do Pé da Serra. Conheço aquela serra como a palma das minhas mãos, fruto de vários períodos de férias na área desde a infância. Não teria dificuldade para encontrar um recanto secreto para darmos vazão ao nosso desejo crescente.
Um pouco antes de chegarmos ao cruzamento que dá acesso à Peninha, enveredamos por um dos corta-fogos, situado do lado esquerdo da estrada. Descemos o caminho sinuoso e estacionamos na sombra de uma árvore. Saímos do carro munidos de uma toalha de praia e embrenhamo-nos numa daquelas frondosas veredas.

Ao longe, avista-se o mar e o céu vai-se tingindo de várias tonalidades de vermelho e laranja. Um cenário perfeito para duas almas que se iam redescobrindo nos caminhos do prazer. Deitados em cima da toalha, beijamo-nos intensamente. Apalpo-lhe as mamas rijas e provocantes. Lambo delicadamente os bicos que reagiam aos toques da minha língua. Deslizo a minha mão para o meio das pernas da Carla, sentido um pequeníssimo tufo de pêlos e invado a sua vulva completamente molhada com os dedos.
Não demorou muito para que ela deslizasse para baixo e me tirasse o membro para fora dos calções. Olha para ele com um ar guloso e engole-o. Vou incentivando com palavras e fecho os olhos para sentir o prazer mais intensamente. Peço-lhe para trocarmos de posição. Era a minha vez de provar aquele sabor agri-doce que deixa os meus sentidos em alerta. Carla estava completamente molhada e o seu mel escorria nos meus lábios. Sentia um ligeiro travo salgado que tornava o seu gosto ainda mais delicioso.
Ela pede-me ansiosamente que a penetre. Coloco um preservativo e avanço para cima dela, enterrando bem fundo. A Carla arqueja o corpo de modo sensual e beija-me. Eu vou metendo devagarinho, sentindo as contracções frenéticas da sua vagina.

De repente, ouvimos o barulho de moto-quatros nas redondezas. Ficamos um pouco agitados mas não paramos o que estamos a fazer. Coloco-a de quatro, ela apoia as mãos num tronco de uma árvore e penentro-a de canzana. Agarro-a pelo cabelos e vou-lhe dando fortes estocadas por trás. Vou provocando-a ainda mais com algumas palmadas nas nádegas e dizendo algumas obscenidades que a deixavam sempre em brasa. O ruído das motas cada vez mais próximo. Ao barulho das motas juntava-se agora a sirene de um carro dos bombeiros que subia a serra.
Acredito que aquela perspectiva de sermos surpreeendidos ainda nos estava a excitar mais. Continuamos aquele exercício de luxúria alheios a tudo isso. Um pouco depois, retiro-me de dentro dela, deito fora o preservativo e peço que me chupe mais um pouco.

Termino com uma potente ejaculação nos peitos da Carla. Neste preciso momento, as motos passam um pouco abaixo do local onde nos encontramos. Não nos viram, já que estávamos ocultos pelo arvoredo. Calculo que devem ter desconfiado de alguma coisa, já que o carro estava estacionado por onde passaram. Enquanto nos limpamos e recompomos as nossas roupas, ouvimos novamente o ruído das motos mais próximo e algumas vozes. Deslizamos sorrateiramente na direcção do carro. Arrancamos rapidamente dali para fora.
Começava a escurecer e a minha família esperava-me para jantar. Regressamos a Colares sorridentes e completamente saciados. Este fora apenas um dos momentos de prazer desse Verão formidável, em que tive o previlégio de ter a companhia de uma mulher tão sensual como a Carla.
Hoje tenho plena convicção que talvez tenha sido mais uma história de amor que ficou pelo caminho, condicionada por diversos factores. No entanto, ainda subsiste um carinho muito especial por essa mulher que me proporcionou momentos de prazer tão intenso.

4 comentários:

LadyM disse...

Sempre achei-o romântico. Tuas palavras foram realmente lindas nesse conto. Perfeito. Beijo

goti disse...

Hum... Sintra belíssima vila.Tem cenários excitantes para aventuras..
Já que conheces tão bem a serra, que tal ser meu guia??!!!

Beijos doces e alegres!!!

silvioafonso disse...

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Talvez eu não seja o que pretendo, mas ninguém reclamou na hora da entrega. Eu faço vontades, atendo a pedidos, mas tenho, também, as minhas preferências. Eu não dou chance para ser dominado, mas cavalgo no seu lombo como um guerreiro medieval armado de sua lança, grande o suficiente para derrubar medos e tabus. Gosto das profundezas de qualquer caverna, mas antes de fazer dela a minha morada eu quero sentir o gosto e o cheiro e mesmo que deste esconderijo eu não seja o primeiro o último com certeza também não sou. Se eu cheiro eu lambo e se lambo eu mordo, mastigo, engulo e não cuspo depois que eu como.
Garanto a minha chegada e quanto ao meu retorno, depende de quem me chama.

silvioafonso.





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doiSabores disse...

Foram de certeza momentos bem passados...
Beijos saborosos