quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sexphone


Fazia pouco tempo que conhecia a Cláudia. Tínhamos os nossos primeiros encontros furtivos em móteis da cidade, ao final da tarde. Paralelamente, eu mantinha um contacto com a Maria, uma portuguesa que conhecera por intermédio da internet. Há mais de um ano que mantínhamos conversas frequentes pelo msn e por telefone. Depressa descobri que Maria tinha algumas carências afectivas e que eu me ia tornando uma fantasia distante, embora com um imaginário sexual bastante semelhante ao dela. Em algumas ocasiões, ela ligava-me a meio da madrugada para termos algumas conversas telefónicas picantes que lhe proporcionavam orgasmos intensos. Porém, eu tinha plena noção que tudo aquilo nunca iria evoluir. Eu tornavava-me cada vez mais um personagem misterioso e virtual que lhe alimentava algumas fantasias sórdidas.
Nunca lhe escondi que tinha alguns casos e algumas das vezes, era a própria Maria que me pedia para lhe relatar os pormenores. Cláudia também sabia que eu mantinha um contacto estreito com Maria, embora isso lhe causasse um certo incómodo.

Também me ia apercebendo que Maria ia tendo alguns ciúmes em relação à Cláudia. Ela apercebera-se que não se tratava de mais um caso, era algo que ia muito além do sexo. No entanto, a dada altura, ele pede para eu lhe realizar uma fantasia que a princípio me deixou ligeiramente desconcertado. A Maria propõe-me que eu lhe ligasse durante o próximo encontro que eu tivesse com a Cláudia. De início, pareceu-me uma ideia um pouco doentia mas era algo que nunca tinha experimentado e talvez pudesse ser verdadeiramente excitante. Sabia de antemão que não seria uma situação muito cómoda para a Cláudia e temia a sua reacção a esta estranha proposta. Por outro lado, também tinha a nítida sensação que da parte da Maria, a brincadeira poderia ser estimulante na hora do contacto mas que poderia rapidamente descambar numa ressaca emocional de resultados imprevisíveis.
Preferi não falar directamente com a Cláudia sobre isto e também nada prometi a Maria. A ideia martelava-me a cabeça e iria estudar a melhor forma de abordar a questão no próximo encontro com a Cláudia.

No final de uma tarde de sexta-feira, quando me preparava para ir ao encontro da Cláudia, a Maria liga para mim. Pergunta-me se eu tinha pensado na proposta que me tinha feito e quando é que eu tencionava realizava a fantasia pela qual tanto ansiava. Limito-me a rir e digo-lhe de modo provocador que estava a caminho do motel onde me encontraria com a Cláudia. Disse-lhe também que o telefonema ficaria pendente do ambiente desse encontro. Maria fica verdadeiramente entusiasmada e diz que se irá preparar para receber a minha ligação.
Como sempre, eu e a Cláudia embarcámos em mais uma viagem de prazer sem limites em mais um dos nossos encontros. Os nossos corpos funcionavam numa perfeita sintonia. O sexo era sempre intercalado com conversas inteligentes e o nosso grau de intimidade crescia gradualmente.
Foi numa dessas pausas feitas de transpiração e respirações ofegantes que lhe comuniquei a proposta que tinha recebido da minha amiga lusitana. Cláudia olha para mim desconfiada, passa as mãos nervosamente pelos cabelos e acende mais um cigarro. Instala-se um pesado silêncio na suíte. Eu fico momentaneamente embaraçado e disfarço, dirigindo-me para o mini-bar com o intuito de procurar uma bebida refrescante.

Numa voz hesitante, a Cláudia diz-me que concorda. Acredito que em circunstâncias normais teria negado alinhar numa ideia tão louca, mas após mais de duas horas de sexo intenso, o nosso lado racional torna-se mais ténue e tudo fazemos para alimentar ainda mais a líbido. Talvez tenha sido o contexto da situação que a tenha feito participar nesta fantasia de estranhos contornos.
Nada lhe respondo e vou bebericando calmamente o meu refrigerante. Procuro o telemóvel, procuro o número da Maria e estabeleço a ligação. Sinto a adrenalina a fervilhar no meu corpo e noto que estou novamente erecto. Ela rejeita a chamada. Um minuto depois, oiço o telefone tocar. Olho para o visor e vejo que é a Maria que me está a ligar. Atendo e escuto uma voz melosa do outro lado da linha. Notava uma respiração ofegante e acredito que já se estivesse a masturbar.
Começou por agradecer o telefonema e pediu para eu lhe descrever o ambiente envolvente. Logo depois, foi-me fornecendo as indicações daquilo que gostaria de ouvir. Ainda tentei que a Cláudia falasse com ela mas ela negou-se a atender ao meu pedido. Senti-me desconfortável mas já era tarde para refrear os meus ímpetos. Estava-se ali a formar um triângulo de contornos absurdos.

A Maria começa por dizer que gostaria que Cláudia me chupasse. Acomodo-me na cama e ela começa a chupar com fervor. Eu direcciono o telemóvel para junto do rosto da Cláudia que ia emitido ruídos abafados de sucção e soltava alguns comentários acerca do meu pénis. De seguida, aproveito para soltar alguns gemidos e tento explicar aquela mamada maravilhosa. Em voz trémula, a Maria comunica que em breves instantes já tinha gozado duas vezes. Sinto um vigor redobrado no meu pau e instigo a Cláudia a chupar ainda mais. A sua língua altenava velozmente por todos os recantos do meu membro, deixando-o lustroso de tanta saliva.
Estava com vontade de tomar as rédeas da conversa e digo que me estou a preparar para comer o rabo da Cláudia. Esta ideia é aprovada pelas duas com entusiasmado. Num exercício de habilidade, posiciono-a de quatro e começo a introduzir lentamente o pénis no seu ânus sem descolar o telefone do ouvido. Após uma ligeira resistência do músculo, sinto a minha vara entrar toda. No outro lado do Atlântico, ouvia a Maria a esfregar-se freneticamente e com a respiração completamente acelerada. Vou acelerando o ritmo dentro do rabo da Cláudia e para provocar um maior estímulo sonoro, vou-lhe dando umas valentes palmadas nas nádegas.

Confesso que aquela situação invulgar estava a redobrar o meu tesão. Por um lado, sentia todo o prazer físico de estar com a Cláudia e por outro, era estimulado pela voz sensual da Maria. Ao ouvir aquelas palmadas, a Maria não se contém e goza mais uma vez. Eu sentia que também não aguentaria muito mais. Dou mais algumas estocadas e venho-me abudantemente no rabo da Cláudia. Ela faz-me sinal para que eu termine a ligação. Sem grandes explicações, desligo a chamada abuptamente e caio por cima da Cláudia completamente exausto.
Beijo-a ternamente e tento amenizar a situação. Tinha a nítida sensação que não tinha sido uma experiência agradável para ela. Facilmente ela iria pensar que tinha sido uma actriz coadjuvante de um jogo erótico, para o qual tinha sido convidada à última da hora sem pensar muito sobre o caso. Eu não poderia negar que tinha sido excitante para mim, ainda que não pretendesse repetir a experiência. Acabamos por contornar aqueles minutos incómodos e falamos como aquele seria mais um segredo nosso que iria acentuar ainda mais a nossa cumplicidade.
Tal como eu antevia, após esta brincadeira, a minha amizade com a Maria foi-se tornando gradualmente mais fria e acabámos por nos distanciar quase por completo após alguns meses. Mais uma vez se comprovava a teoria que por vezes algumas fantasias sexuais podem tomar rumos imprevisíveis e com resultados que poderão ser desastrosos para algum dos intervenientes.

2 comentários:

pontorouge disse...

Muito excitante
bjs
Se quiser me fazer uma visita, ficarei muito feliz!
pontorouge.blogspot.com

doiSabores disse...

Todas as experiências têm os seus pontos positivos e negativos. temos que aprender a lidar com os 2 lados.
Beijos saborosos