sexta-feira, 20 de março de 2009

O Cerco

Há semanas atrás, andava a pesquisar alguns imóveis num site de uma conhecida empresa do ramo a nível nacional. Poderei adiantar que se trata de uma empresa que utiliza estratégias de comunicação e marketing invulgares e não será difícil cruzarmo-nos com letreiros onde são colocadas as fotos dos seus consultores imobiliários. Porém, decidi juntar o útil ao agradável e decidi marcar uma visita a um apartamento em Pinheiro Manso, no Porto, cuja angariação estava entregue a uma agente que pela fotografia aparentava ser uma mulher bastante interessante. Liguei para ela e agendámos uma visita ao imóvel para a tarde do dia seguinte.
O apartamento em si deixou-me desapontado mas a vendedora agradou-me bastante. A sua presença era ainda melhor que o que a fotografia faria adivinhar e aproveitei para lhe fazer a radiografia. Olhei discretamente para as suas mãos e constatei que não usava aliança. Era um bom sinal. Depois de terminada a visita, conduzi a conversa para o campo pessoal e ela acabou por me confirmar essa informação que me interessava. Por outro lado, sendo ela um pouco mais velha que eu, transmitia a sensação de ser uma mulher vivida, experiente e com uma sensualidade subtil. A sua aparência era óptima. Alta, cabelos castanhos claros pelos ombros, olhos verdes e com um corpo fantástico para a sua idade, bem capaz de me por em brasa.No entanto, nesse dia, ela estava com pressa e despedimo-nos por ali mesmo. Disse que me contactaria uns dias mais tarde para me apresentar outras propostas dentro daquilo que eu procurava.

Não esperei o seu telefonema e no dia seguinte, enchi-me de coragem e enviei-lhe um e-mail a dizer que na verdade nem estava muito interessado em imóveis mas que ela me tinha despertado alguma curiosidade. Durante dois dias não me respondeu. Pensei que o assunto tinha morrido por ali e até me senti um pouco culpado pelo meu acto irreflectido. Afinal de contas, ela estava a exercer o seu trabalho e não tinha sido correcto de minha parte tê-la feito perder o seu tempo precioso. No entanto, ao terceiro dia, sou surpreendido com a resposta dela ao meu e-mail. O texto era ambíguo. Criticava-me pelo facto de ter brincado com o trabalho dela de certa maneira, mas por outro lado, gracejava com o facto de a ter contactado com intenções obviamente maliciosas. Apenas me desagrou o facto de ter mandado uma piada por eu ser mais novo que ela. De qualquer modo, senti que havia ali alguma abertura por parte dela. Caso contrário, nem se teria dado ao trabalho de responder.
Decidi investir e durante estes dias temos trocado alguns e-mails e diversas mensagens por telemóvel, cujo teor tem ficado cada vez mais picante. Pelos vistos temos os mesmos objectivos. Não queremos romance nem nenhum relacionamento sério. Apenas algum divertimento sem prazos definidos. O excesso de trabalho e alguns compromisso familiares por parte dela, ainda não tinham permitido que nos encontrássemos após aquela visita ao apartamento. No entanto, ontem de manhã, a Cristina ligou-me para me convidar para almoçar com ela hoje, no Porto. E foi-me já adiantando que terá o resto da tarde livre...

3 comentários:

carpe vitam! disse...

Bem, fiquei com alguma curiosidade em saber o resto... boa sorte! ;)

carpe vitam! disse...

a minha mente começa a imaginar agentes imobiliários a usar as casas que angariam para manter encontros sexuais e...

millady disse...

Ora ai esta uma possibilidade que nunca tinha colocado....tanta casa vazia e sem historias para contar ehhe


Adorei o teu blog....sucesso com essa agente imobiliaria...se nao resultar ha outras agentes....da policia por exemplo!!!


Beijos doces
millady